quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Fim.

Acabou.
Agora é aqui: Por dizer.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Esta semana

Notícia boa da semana: artigo aprovado no Simpósio de Engenharia de Produção, em Bauru-SP.
Certeza da semana: não vou pro simpósio.
Dúvida da semana: tentar ou não a bolsa de estudo para Portugal.

1. Contras:

a) Com esforço, eu me formo em 2011, ao invés de no meio do ano que vem (com esforço);
b) Ter 28 anos em dezembro;
c) Ficar longe de pai, mãe, irmã, sobrinha etc, durante 10 meses;
d) Não ver meu novo sobrinho nascer;
e) Festa de formatura no final do ano.

2. Prós:
a) Bolsa eu uma ótima universidade européia;
b) 1000 euros por mês;
c) Currículo incrementado;
d) Larissa em Santiago de Compostela;
e) Felipe em Porto;
f) Mochilão com a Larissa pela Europa;
g) Show do Morrissey em algum país europeu;
h) Ir na Suécia;
i) Conhecer uma sueca;
j) Namorar uma sueca;
k) Casar com uma sueca;
l) Ter um milhão de bebês com a sueca;
m) A sueca ter uma amiga com quem costuma se divertir e quer compartilhar comigo.
Observação importante: não necessariamente precisa ser a mesma sueca.

Decisões tomadas na semana:

1. Voltar a escrever regularmente (em fase de negação que talvez o blog tenha acabado);
2. Mudar o nome do blog;
3. Tentar a bolsa na Europa (é minha última oportunidade como graduando);
4. Acordar 15 minutos mais cedo para pegar o ônibus 15 minutos mais cedo e assim chegar no horário (apesar de que hoje em dia, chegar no horário no trabalho, parece ser coisa de babão).
5. Terminar os textos que estão incompletos no blog;
6. Escrever mais artigos.
7. Tomar menos cerveja;
8. Voltar a correr;
9. Tomar menos refrigerante.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Dancem pernas, dancem!

Enquanto eu não apareço para terminar A garotinha do papai, vou deixando vocês com dez clipes que fazem minhas pernas terem convulsões involutárias...

1. Beck -Mixed Bizness

Começar nivelando por cima.

Não tem uma vez que eu escute algumas músicas do Beck e não dê vontade de sair dançando por aí. E é realmente uma pena que eu não saiba dançar que nem ele.

Saindo do Rock-Jazz-Groove-Um-monte-de-outras-coisas do Beck, e indo para o mais puro rock:

2. Rage Against the Machine - Renegades of Funk

Esse clipe é sensacional, principalmente pela montagem de ícones do Funk americano, misturada a pessoas que fizeram história defendendo os direitos civis das minorias. E fora que as cenas da década de 70 em que a galera dançava de um jeito bem legal.

E já que eu falei sobre décadas passadas...

3. Propellerheads & Shirley Bassey - History Repeating

Conheço pouquíssima coisa sobre essa banda, mas desde que vi esse clipe na MTV um dia pela manhã que ela sempre está na minha lista de clipes mais legais, como também de músicas boas para dançar.

A mescla do atual com o antigo, principalmente nos passos de danças "involuntários" do pessoal que trabalha na operação do rádio é muito legal.

Tirando os olhos da tia e levando para um lugar melhor...

4. The Cat Empire - The Car Song

Eu poderia falar um pouco do porquê acho esse clipe divertido e tal, mas vou me resumir em falar "O que são essas animadoras?". Uinh uinh.

Só ficaria mais bonita e sexy se morasse aqui em casa comigo.

Saindo da coisa linda para os reis...

5. Kings of Leon - Molly's Chambers

Antes de darem um trato junto ao cabelereiro, os Kings of Leon já eram fodas.

Além disso, o clipe também é muito foda.


Kings of Leon - Molly's Chambers (Official Music Video) - Watch the top videos of the week here

Da 80's para a 60's...

6. The Temptations - Ain't Too Proud to BegSin

Já falei dessa banda antes, mas esses passinhos merecem ser repetidos. 

E então uma boa idéia...

7. Cake - Love You Madly

Eu não sei de quem foi a idéia, mas de tão bizarra é genial.

E fora que tem um tipo Milton Nascimento de brinde no vídeo.


Cake - Love You Madly (Official Music Video) - Watch more funny videos here

Da cozinha para LA...

8. Eagles of Death Metal - Wanna Be in LA

Apesar do nome, de Death Metal eles não têm nada.

Pelo contrário, são bem divertidos.

Se bem que clipes de Death Metal podem ser engraçados também...

Mas chega de diversão...

9. Pearl Jam - Do the Evolution

Não sei por onde começar...

Pela música, pelo clipe, pela porrada, pela voz foda do Vedder na música...


Pearl Jam - Do The Evolution (Official Music Video) - More bloopers are a click away

E já que a morte tá no ar, vamos buscar alguém do inferno pra acabar com isso...

10. John Spencer Blues Explosion - She Said

Não tem o que dizer. O John sabe o que faz.

Fora que tem uma vampirinha ali com uma amiguinha safadinha que minha nossa...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A garotinha do papai - Parte III

Partes: I e II

Os anos foram se passando e nossos filhos mais velhos saíram de casa. Como eu disse antes, por conta de seu jeito de ser, a casa ainda parecia cheia, até que chegou o dia de ela mesma partir. Apareceu uma ótima oportunidade de emprego em outro estado, algo realmente bom. No começo eu me opus, não queria que a minha filhinha fosse embora para tão longe, mas seu pai, com uma calma que eu nunca veria em mim mesma, apoiou-a e disse que ela deveria se agarrar à oportunidade.

O período entre ela decidir que iria e o dia de ela realmente ir foram muito bons. O mundo éramos nós três. Ele esteve muito feliz. Não que eu tivesse achado isso estranho, não achava que a tristeza lhe seria natural. Apenas pensei que ele ficaria triste por não restar dúvida de que ela iria embora. No fundo eu sabia que por trás do seu sorriso ele realmente estava, mas não queria que ela percebesse, pois, como ele me disse depois, tinha receio de ela desistir por nós.

No dia de ela partir, fomos deixá-la no aeroporto. Ela havia chorado a noite inteira até adormecer no colo de seu pai. Seu voo era cedo, de forma que dormimos pouco, e eu não havia deixado de perceber a ausência de sono ao meu lado o resto da noite. Na hora do embarque foi que eu realmente aceitei que nossa filhinha estava indo embora e que já não cabia mais a nós decidir entre ela ficar ou partir. Quando ela passou pela porta e sumiu da nossa vista, enquanto eu enxugava minhas próprias lágrimas, olhei para meu marido e não vi uma lágrima sequer.

Ao chegarmos em casa, fui fazer qualquer coisa, não lembro bem o quê, e ele foi para a sala e ligou a TV. Depois de um tempo, chamei por ele e ele não respondeu. Olhei para o sofá e estava vazio. Procurei pela casa e o encontrei no quarto dela, sentado em sua cama, ainda desarrumada, segurando um ursinho desses qualquer que ela não conseguia deixar fora da cama. Sentei ao seu lado e pus minha mão sobre a dele e ele chorou contido. Eu apenas o abracei. E eu não percebi, pois não foi preciso. Ele me perguntou: “E quando ela precisar de mim?". "Você estará aqui, meu amor”.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A garotinha do papai - Parte II

 Parte I

...

No fim da manhã fui buscá-la e ela ainda estava com aquele biquinho de choro que ela sempre teve. O pai queria ter ido, mas não podia por culpa do trabalho. Assim que cheguei percebi nos olhinhos dela, enquanto procuravam por ele, que ela estava muito mais triste agora porque não poderia correr e pular nas pernas dele e chorar novamente, mesmo que ela ficasse brigando com ele. Eu percebia essas coisas e não me sentia chateada ou com ciúmes. Ele era o pai dela. O pai.

Quando chegamos em casa ela ficou olhando pela porta, esperando-o chegar. Assim que viu seu carro, correu para o sofá e ficou sentada, com um bico imenso e os bracinhos cruzados. Ele entrou e perguntou por ela e eu mostrei onde ela estava. Sentou ao seu lado e perguntou se estava tudo bem. Apenas silêncio. Ele disse “Diga querida, como foi o colégio?”. Ela então o abraçou e começou a chorar, perguntando por que ele havia ido embora. Ele apenas a abraçou de volta. “Desculpa”.

E assim nossa garotinha foi crescendo. Uma das coisas que mais gosto de lembrar é de como ela gostava de ficar dançando nos pés dele. Uma cena que toda família passa e que sempre me alegrava muito. Acho que é porque eu a via tão segura, tão feliz. Os três sorrindo.

E foi assim durante todo o tempo, até que seus pés ficaram grandes demais e os pés do seu pai ficaram cansados demais para que as coisas não se alterassem. Mas ele não estava cansado o bastante no dia em que ela chegou do colégio, agora já com treze anos, chorando porque o garoto que ela gostava não gostava mais dela. Eles ficaram sentados por muito tempo enquanto ela chorava. Ele com os braços em volta dela, dizendo que ficaria tudo bem. E eu o vi chorando pela segunda vez. E eu percebi. Percebi que ele sabia que além de não poder mais estar para sempre ao seu lado para defendê-la, chegaria o dia em que ele também deixaria de ser o homem mais importante da sua vida.

domingo, 16 de agosto de 2009

A garotinha do papai - Parte I

Choveu tal qual o dia em que ela nasceu. Não encarei aquilo apenas como coincidência, mas não fiquei pensando em qual significado havia. Eu não pensei nisso, mas com certeza meu marido pensou bastante, afinal, ele sempre pensa muito sobre essas coisas. “Choveu quando ela nasceu”. Eu sorri e passei meu braço em volta do dele.

Nós tivemos outros dois filhos, mais velhos, e os dois estavam lá, com suas esposas e nossos netos. As crianças brincavam o tempo todo. Elas faziam muito barulho, e como agora as coisas ficariam muito mais silenciosas, foi bom ter novamente as crianças gritando, gente conversando. O barulho era tão grande quanto o dela passando pela porta de entrada e gritando por nós. Depois que nossos filhos casaram, ela continuou preenchendo cada canto da casa.

Ela sempre foi a garotinha do papai. Talvez por isso tenha sido tão dolorido para ele o primeiro dia de aula dela. Ela não queria ir, nada mais comum. Ele tentou conversar, dizendo que seria bom, mas ela não dava atenção. Quando chegamos à escola, ele pediu que ela saísse do carro e ela disse que não. Ele então levantou, foi até o banco de trás e falou firme que ela saísse. Ela começou a chorar e pediu que ele não a levasse. Em parte achei a cena engraçada, vi como birra. Mas ela era minha garotinha também, e aquilo me doeu um pouco. Ele soltou o cinto dela e ela começou a chorar, a todo pulmão. Os dois foram caminhando até o portão de entrada, onde a professora a recebeu e segurou seus braços, enquanto ela tentava se soltar para correr atrás do pai, que não olhou nenhuma vez para trás. Ele não queria que ela o visse com lágrimas nos olhos. Quando chegou ao carro, sentou ao meu lado e começou a chorar. Eu pensei que era apenas uma reação por tê-la visto chorar, mas então eu percebi o que aquilo significava. A partir daquele momento, ele percebia que não estaria sempre ao seu lado para defendê-la, e que era preciso que isso acontecesse.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Embora...

Pela primeira vez eu acredito que ajo da forma correta. Pelo menos, nas consultas que fiz àquelas que realmente entendem sobre mulheres pelo fato de o serem, embora eu tenha aprendido que apesar de 99,9% de genes semelhantes existe um abismo imenso entre elas, o placar final foi 2x1. A meu favor.

É legal sentir novamente aquele embrulho no estômago, aquele entusiasmo de ver que chegou uma mensagem por qualquer meio - embora até agora não tenha sido agradável por não ver chegar qualquer coisa. Será que eu não deveria mesmo ter enviado? Bem, não acho que foi nada demais, então, pelo menos, estou tranqüilo. E é mesmo uma pena que estar tranqüilo não signifique necessariamente não estar ansioso que chegue logo. Pode ser que não chegue a ser qualquer coisa além do que já é, mas não há estrago, já que os danos são menores por eu não ficar mais fantasiando da forma como fazia antes. As coisas continuarão na mesma, sem tanto mal assim, embora às vezes pareça que a falta do que não existiu é pior do que a que já esteve aqui. Isso é bem comum na verdade.

De certa forma eu me engano ao dizer que não pensei em como seria. Claro que pensei, natural para qualquer um. Será que é como disse aquele-que-salvou-minha-vida: “Amor é natural e real, mas não para mim e você meu amor”. Bem, pelo menos para mim nunca foi. Nem chegou perto na verdade. O lado bom é que hoje em dia eu não estou mais preocupado em pensar porque nunca foi ou porque nunca esteve por tanto tempo assim. Não que eu não pense nos motivos, eu só não fico mais doente por isso. Essa sensação de conhecer alguém interessante, ou rever, é sempre tão bem-vinda...

Um passo por vez, diferentemente de antes, quando parecia que tudo era imediato demais. Será que por tentar não fazer o tempo curto demais, o tempo se torne tão longo que não se torna possível ver um fim? O importante agora é que eu sorrio com o meio, mesmo que no final possa não existir o sorriso.

domingo, 2 de agosto de 2009

O fim.

Você vai me deixar?

Sim.

O problema é com você?

Não. O problema é você. Chegou um ponto em que eu não consigo mais olhar para você sem sentir um desejo enorme de pôr tudo o que comi nos últimos dias pra fora.

Você não vai me dizer que eu sou apenas o cara certo na hora errada?

Eu nunca diria isso, nem em um milhão de anos. Você é e sempre será o cara errado. Eu não quero mais ter que acordar um dia sequer ao seu lado. 

E todas as dúvidas sobre nossa relação que você tem e que você precisa entender sozinha?

Não há dúvidas. Quer dizer, há sim. Mas não espero descobrir algum dia que existe alguém tão mal de cama como você. Eu me diverti mais sozinha, sob o chuveiro, do que em todas às vezes que fizemos aquilo que você chamava de sexo.

É minha família?

Não, claro que não. Seus pais são adoráveis e apesar de suas irmãs serem umas cretinas em todos os aspectos possíveis, eu preferiria conviver mais duzentos anos ao lado delas do que ter que passar mais uma hora a seu lado.

Mas, e o fato de eu trabalhar demais? 

Você não sabe o quanto eu tenho agradecido a Deus por isso nas últimas semanas. Nesse ponto, você foi realmente um amor.

Pode me dizer, você conheceu outra pessoa...

Não, não conheci. E não sei por quanto tempo mais vou conseguir olhar para um homem sem imaginar que ele deve ser um homem tão egocêntrico e imbecil quanto você. Eu acho que vou me tornar lésbica...

Então é isso. Você é lésbica.

Não, você é surdo? O problema é você. Você! E eu não sou lésbica!

Lésbica! Eu sabia... Sempre desconfiei do modo que você olhava para minhas amigas...

Seu imbecil, não é isso! Você é retardado ou o quê?

Lésbica... Que decepção... Eu deveria ter aceitado o convite da minha amiga para transarmos a três. Você teria se divertido com isso não é?

EU NÃO SOU LÉSBICA SEU FILHO DA PUTA! EU NÃO SOU LÉSBICA!

Quer saber, é melhor terminarmos mesmo. Eu não sou tão carente assim...

Ele se levanta e sai andando e balançando a cabeça negativamente sussurrando para si mesmo “ela é lésbica, caramba...” enquanto ela bate com as duas mãos na mesa e grita “FILHO DA PUTA! SEU FILHO DA PUTA”